Técnica de Pisos em Cimento Queimado (05-2003)

A execução de revestimentos de piso em cimento queimado é uma técnica bastante antiga que, apesar de estar em desuso, pode ser uma alternativa econômica e prática para áreas não sujeitas a tráfego muito intenso, secundárias, ou quando se quer dar um caráter mais rústico para o ambiente.

Antes da aplicação, é necessário verficar se o substrato (contrapiso) está perfeitamente sadio, não apresentando afundamentos, fissuras significativas, esfarelamentos ou contaminações de óleo ou graxa. É importante que o contrapiso esteja o mais nivelado possível e com a superfície áspera, de modo ter-se boa aderência do revestimento. O ideal é que contrapiso seja em concreto armado ou, no mínimo, em argamassa armada com tela. Contrapisos em caliça, brita, saibro, argila ou areia compactados, não são indicados para este tipo de revestimento, devido à grande possibilidade de fissurações.

Após a verificação do contrapiso, com eventual correção dos problemas, deve-se seguir o roteiro abaixo.

  1. Limpeza do substrato com varrição e aspiração do pó;
  2. Divisão da área do piso em quadros, formados por guias de madeira de lei, mármore, granito ou material plástico, com espessura de 10mm e altura de 30mm. As guias servirão como gabarito para nivelamento da argamassa de revestimento, portanto deverão ser perfeitamente niveladas. Os quadros deverão ter dimensões máximas de 3,00 x 3,00m, podendo formar desenhos variados, de acordo com a paginação de piso projetada, não precisando ser necessariamente quadrados;
  3. Caso a superfície não tenha a necessária aspereza, aplicação de uma camada de chapisco de aderência, em argamassa de cimento e areia grossa lavada, traço 1:3 em volume, aditivada de resina adesiva vinílica, como o “Sikafix Super” da Sika, por exemplo, na proporção indicada pelo fabricante. A espessura média deste chapisco deverá ser de 5mm;
  4. Aplicação da argamassa base, em cimento e areia fina lavada, traço 1:3 em volume, em quadros alternados, como num tabuleiro de xadrez. A espessura média da argamassa base deverá ser de 30mm, ou 25mm quando for utilizado chapiso de aderência, podendo variar de acordo com a regularidade da superfície do contrapiso. Recomenda-se o uso de um aditivo plastificante como o "Sikanol S" da Sika, por exemplo, na proporção indicada pelo fabricante, para evitar-se as fissuras por retração e melhorar a trabalhabilidade da argamassa. Para melhorar a impermeabilidade, em ambientes úmidos, pode-se utilizar um aditivo impermeabilizante, como o "Sika 1" da Sika, por exemplo, na proporção indicada pelo fabricante;
  5. Alisamento da argamassa, de preferência com régua metálica, utilizando-se das guias divisórias dos quadros para nivelamento;
  6. Polvilhamento de cimento seco sobre a superfície ainda fresca, na razão de 0,5 kg/m2;
  7. Alisamento suave do cimento polvilhado com desempenadeira de aço, sem pressionar a argamassa base.

Observações:

  • Para obter-se uma coloração clara para o piso, próxima ao branco, pode-se utilizar cimento branco na argamassa base.
  • Para obter-se colorações diferenciadas, pode-se aditivar a argamassa base com corantes como o pó "Xadrez" ou o "Bayferrox" da Bayer, por exemplo, na proporção indicada pelo fabricante. Neste caso, recomenda-se que se utilize cimento branco na argamassa base, de modo a alterar-se o mínimo possível a coloração desejada.
  • No lugar das guias indicadas, pode-se utilizar faixas de placas cerâmicas, de mármore, granito, madeira ou tijolos maciços, compondo desenhos diferenciados, de acordo com a paginação projetada.

Importante:

  • Caso existam juntas de dilatação no contrapiso existente, elas deverão ser respeitadas e reproduzidas no novo revestimento.

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