Gaiola

São normalmente paredes estruturais num misto de madeira e alvenaria de pedra.

A armação de madeira, ficava embutida no maciço de alvenaria, faceada pela superfície interior da parede, permitindo que em caso de terremoto o edifício desmoronasse, mantendo íntegra a gaiola tridimensional.

Este tipo de paredes, de maneira geral num edifício antigo, desempenha funções estruturais importantes, devido a sua organização especial.

Com efeito, mesmo que não recebam diretamente cargas verticais, estas paredes têm um importante papel no travamento geral das estruturas, mediante a interligação entre paredes, pavimentos e coberturas, decisiva para a capacidade resistente global do edifício durante a ocorrência de um terremoto, dissipando a sua energia.

Pela sua grande importância, as paredes de gaiola são, aliás, um exemplo muito particular de paredes divisórias que, generalizando-se um pouco por todo Portugal, caracterizam toda a construção Pombalina (1).

(1) A designação Pombalina deriva do nome do primeiro-ministro do Rei D. José I, que governou Portugal a partir de 1750: Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal. A ele se deve a reunião dos recursos e da vontade necessárias para edificar o conjunto de quinze ruas e três praças compreendido entre a Praça dos Restauradores e o Rio Tejo, em Lisboa. (Nota do Webmaster)

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