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Taipa (Barro misturado com grãos de areia e brita, batido, por vezes apertado entre enxaiméis (1) atravessados de sarrafos). Significa um sistema de construção milenar que perdurou em Portugal até meados do século XX, na construção de edificações, principalmente na região do Alentejo e Algarve. O traço necessário à boa execução de uma massa de taipa é determinado empiricamente na região, pela experiência antiga da aplicação do material. Escolhendo-se as terras, pelo fato de nem todas possuírem as propriedades naturais necessárias para a fabricação. É formada por terra úmida comprimida entre taipais de madeira desmontáveis, removidos logo após estar completamente seca, formando assim uma parede de um material incombustível e isolante térmico natural e particularmente barato. Como inconvenientes, tem a vulnerabilidade de ser facilmente atacado por roedores e ser frágil na estabilidade face a movimentos sísmicos (terremotos), e a esforços laterais provocados pela fluência das cargas da cobertura. Para compensar estas fragilidades, eram, em muitos casos, reforçadas com a introdução de testemunhos ou gigantes (2). Por isso, não era indicado para a construção de grandes edifícios. A taipa só deverá ser rebocada e tratada com rebocos à base de cal hidratada ou por intermédio de uma caiação (pintura com cal diluída) direta sobre ela, com a intenção de protegê-la das ações atmosféricas, principalmente da água. Por ser facilmente degradada pela água, só podia ser executada sobre fundações de alvenaria de pedra comum, geralmente em xisto, com cerca de 60cm acima do solo, a partir da qual se dava inicio à construção da parede, evitando assim as umidades ascendentes.
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