| Traços
recomendados para argamassas (02-2002) Chama-se traço a
proporção em volume entre os componentes das argamassas
(usualmente cimento, cal hidratada e areia). Os traços
variam de acordo com a utilização que vai ser dada à
argamassa. A tabela abaixo apresenta os traços indicados
para as utilizações mais comuns das argamassas. (Fonte:
"Tabela de Composições de Preços para Orçamentos
- TCPO 10" - Editora Pini - 2000).
APLICAÇÕES
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TRAÇOS
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Grupo
|
Subdivisão
|
Cimento Portland
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Cal Hidratada
|
Areia
|
Categoria da Areia
|
Alvenaria de
Tijolos Maciços
|
esp. 1 tijolo -
20 a 22cm
|
1
|
1,5
|
6
|
grossa comum
|
|
esp. 1/2 tijolo -
10 a 11cm
|
1
|
2
|
8
|
grossa lavada
|
|
esp. 1/4 tijolo -
5 a 6cm (cutelo)
|
1
|
2
|
8
|
grossa lavada
|
Alvenaria de Tijolos
Laminados (maciços ou 21 furos)
|
esp. 1 tijolo - 20 a 22cm
|
1
|
1
|
6
|
grossa lavada
|
|
esp. 1/2 tijolo - 10 a
11cm
|
1
|
1
|
5
|
grossa lavada
|
Alvenaria de
Tijolos de 6 Furos
|
a chato
|
1
|
1,5
|
6
|
grossa comum
|
|
a espelho
|
1
|
2
|
8
|
grossa lavada
|
Alvenaria de Tijolos de 8
Furos
|
a chato
|
1
|
1,5
|
6
|
grossa comum
|
|
a espelho
|
1
|
2
|
8
|
grossa lavada
|
Alvenaria de
Blocos de Concreto para Vedação
|
esp. 20cm
|
1
|
0,5
|
8
|
grossa lavada
|
|
esp. 15cm
|
1
|
0,5
|
8
|
grossa lavada
|
|
esp. 10cm
|
1
|
0,5
|
6
|
grossa lavada
|
Alvenaria de Blocos de
Concreto Autoportantes
|
esp. 20cm
|
1
|
0,25
|
3
|
grossa lavada
|
|
esp. 15cm
|
1
|
0,25
|
3
|
grossa lavada
|
Alvenaria de
Blocos de Vidro
|
|
1
|
0,5
|
5
|
média lavada
|
Alvenaria de Pedras
Irregulares
|
|
1
|
|
4
|
grossa comum
|
Alvenaria de
Elementos Vazados de Concreto
|
esp. 6cm
|
1
|
|
3
|
média lavada
|
Chapisco
|
sobre alvenaria
|
1
|
|
4
|
grossa lavada
|
| |
sobre concreto e tetos
|
1
|
|
3
|
grossa lavada
|
Emboço
|
interno, base
para reboco
|
|
1
|
4
|
média lavada
|
| |
interno, base
para cerâmica
|
1
|
1,25
|
5
|
média lavada
|
| |
interno, para
tetos
|
1
|
2
|
9
|
média lavada
|
| |
externo, base
para reboco
|
1
|
2
|
9
|
média lavada
|
| |
externo, base
para cerâmica
|
1
|
2
|
8
|
média lavada
|
Reboco
|
interno, base para pintura
|
|
1
|
4
|
fina lavada
|
| |
externo, base para pintura
|
|
1
|
3
|
fina lavada
|
| |
barra lisa
|
1
|
|
1,5
|
fina lavada
|
| |
interno, para tetos, base
para pintura
|
|
1
|
2
|
fina lavada
|
Assentamento de
Revestimentos
|
interno-cerâmicas
|
1
|
1
|
5
|
média lavada
|
| |
externo-cerâmicas
|
1
|
0,5
|
5
|
média lavada
|
| |
peitoris,
soleiras e capeamentos
|
1
|
|
4
|
média lavada
|
Pisos
|
base regularizadora para
cerâmicas
|
1
|
|
5
|
grossa lavada
|
| |
base regularizadora p/
pisos monolíticos
|
1
|
|
3
|
grossa lavada
|
| |
base regularizadora p/
tacos
|
1
|
|
4
|
grossa lavada
|
| |
colocação de cerâmicas
|
1
|
0,5
|
5
|
média lavada
|
| |
colocação de tacos
|
1
|
|
4
|
média lavada
|
| |
cimentados alisados
|
1
|
|
3
|
fina lavada
|
Importante:
- Cimento
e areia medidos secos e soltos. Cal hidratada
medida em estado pastoso firme.
- Não se
recomenda que as argamassas base para
pinturas do tipo epóxi contenham cal, que
retarda a cura e diminui sua resistência,
podendo a argamassa ser desagregada pelas
tensões provocadas pelo processo de
polimerização das resinas epóxi.
Recomendamos que se consultem os fabricantes
das tintas epóxi, para definição dos
traços recomendados para as argamassas base
para as pinturas deste tipo.
- Existem
diferentes tipos de aditivos químicos que
podem ser utilizados nas argamassas, entre
eles: impermeabilizantes, adesivos,
aceleradores de pega, retardadores de pega,
plastificantes, controladores de
fissuração, etc. Recomendamos que se
consulte o fabricante dos aditivos para
definição dos traços das argamassas a
serem aditivadas e a especificação e
proporção do aditivo a ser utilizado.
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Produção de argamassas
(01-2005) - Texto
produzido pela Assessoria do Selo de Qualidade da
Associação Brasileira dos Produtores de Cal (ABPC)
Para a produção de argamassas,
indicamos os procedimentos abaixo:
- Para argamassas de uso imediato, os passos para mistura
manual são:
- Medir primeiro o agregado (areia) e esparramar para
formar uma camada de cerca de 12cm de altura;
- sobre essa camada de areia colocar os aglomerantes
(cal
hidratada e cimento);
- mexer até formar uma mistura homogênea, depois, amontoar a mistura, abrindo
um espaço no meio para adição da água;
- adicionar e misturar a água aos poucos, evitando o
excesso.
- Já para mistura mecânica o procedimento é o seguinte:
- Ligar a betoneira (ou similar);
- colocar o agregado (areia);
- adicionar a metade da água;
- colocar os aglomerantes (cal hidratada e cimento);
- adicionar o resto da água, evitando sempre colocar em
excesso;
- tempo de mistura: de 3 a 5 minutos.
Se for possível deixar a argamassa em “descanso”, por 16 a
24 horas, pode-se obter maior rendimento, melhor liga e redução das
microfissuras, entre outras vantagens. É a chamada argamassa intermediária, em
que se misturam a cal hidratada e a areia, sem adicionar o cimento portland.
Depois da maturação, coloca-se o cimento no momento da aplicação. (Fonte: Guia das Argamassas nas Construções, da Associação
Brasileira dos Produtores de Cal-ABPC).
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